sexta-feira, 21 de março de 2014

BIOGRAFIA ECOLÓGICA

        
  Meu nome é Luciani Dias Justino Parron, mas a maioria das pessoas me chama de Lu. Nasci no dia 3 de novembro do ano de 1974, na cidade de Pirapozinho, interior do estado de São Paulo. Morei no sítio do meu avô até os dois anos quando nos mudamos para a cidade, lá permaneci até os vinte anos quando me casei e fui morar na cidade vizinha, Presidente Prudente, há 18 km de distância. Atualmente estou com 39 anos e há três anos moro em Lucas do Rio Verde.
          Fiz magistério no CEFAM (Centro específico de formação para o magistério) e iniciei minha vida profissional como professora em escola particular no município de Presidente Prudente, após cinco anos me efetivei na rede municipal como professora de educação infantil onde permaneci por 14 anos, sendo cinco deles na coordenação de uma creche. Nesse período tive meu filho mais velho e fiz minha faculdade de pedagogia, seis anos depois tive o segundo filho período em que fiz minha pós-graduação. Exonerei meu cargo quando me mudei pra Lucas do Rio Verde e comecei a trabalhar na rede municipal como contratada e há um ano me efetivei novamente.
          Não me recordo da época em que morei no sítio, pois sai de lá bem pequena, mas na cidade moramos em duas casas a primeira tinha um quintal enorme e meu pai plantava pés de café entre outras plantas, na maioria, frutíferas, me lembro de que criávamos animais para consumo (galinhas, porco) e alguns de estimação (ganso, maritaca e coelho). O ganso vivia correndo atrás de mim e eu morria de medo dele, tínhamos um balanço pendurado na árvore e meus irmãos passeavam de bicicleta no quintal. A segunda casa ficava no centro e já não tínhamos mais tantos animais, porém meu pai continuava plantando pés de frutas (limão, laranja, poncã) também tinham um pé de seriguela e dois pés de manga. Minha mãe fez uma horta dentro de uma caixa d’agua velha, nessa época meus irmãos já trabalhavam e eu brincava com a vizinhança no quintal e na rua de casa.
          A escola que estudei da primeira à oitava série (Escola Estadual Professor Celestino Martins Padovam) ficava há dois quarteirões de casa e eu ia a pé para a escola, mas na cidade havia mais quatro colégios. A escola era cercada de árvores e na entrada tinha um jardim lindo com flores vermelhas e amarelas, próximo a este espaço hasteávamos a bandeira uma vez por semana.
          Minha mãe nunca trabalhou fora e ela preparava todo alimento em casa, inclusive pães e queijo. Não tive brinquedos comprados e as vestimentas eram simples e somente o básico, algumas eram confeccionadas em casa mesmo. Tínhamos o hábito de comprar o tecido para confeccioná-la. Nossos muros eram baixos e o contato com vizinhos era diário, ninguém ficava na tv, preferíamos brincar de elástico, esconde-esconde, mamãe da rua ou simplesmente bater papo sentados na calçada. Os lixos eram descartados em latas que o lixeiro devolvia após coletar, e as compras eram embaladas em sacos de papel.
          Com o passar do tempo as casas foram se modificando, os espaços verdes diminuíram ou simplesmente desapareceram, a vida moderna, a tecnologia  e a emancipação da mulher contribuíram com o aumento do consumo de alimentos prontos, eletrodomésticos e energia demasiados. Hoje sabemos da necessidade de mudanças de hábito para preservação e sustentabilidade do planeta, mudanças difíceis para todos os que estão acostumados com o conforto e comodidade que a vida moderna nos proporciona, porém possíveis e reais do ponto de vista futuro e com consciência do impacto que isto tem nos causado. Portanto se cada um fizer sua parte e um pouquinho mais podemos diminuir esse impacto negativo em nossas vidas. Analisando minha pegada ecológica percebo que há muito para mudar e melhorar, principalmente com relação à alimentação, vou procurar diminuir o consumo de alimentos prontos e industrializados.


quarta-feira, 19 de março de 2014


Biografia Ecológica

Meu nome é Carina Parra da Silva, nasci no dia 24/11/1985 na cidade de Bastos/SP, conhecida como a cidade do “ovo”, por produzir diariamente 5 milhões de ovos...é muito ovo. Quando criança, morávamos nas dependências deum frigorífico, pois meu pai era encarregado da parte mecânica e aparelhagens desta firma, e como sempre havia a necessidade de seus serviços, independente da hora morávamos na empresa e assim outras famílias de encarregados moravam lá. Assim minha infância foi muito legal, brincávamos muito, tinha muito espaço, muitas árvores, inclusive tínhamos uma casa em cima da arvore... muito legal. Ah também tinha rio por perto, porem o rio era raso e uma vez começamos a fazer tipo barragem com restos de construção para ficar mais fundo e assim poder mergulhar...que pensamento, mal sabíamos que estávamos poluindo rs. Tinha animais dóceis, mas também peçonhentos, tinha muita cobra, pois no frigorifico tinha a Caldeira (produzir energia ) e com isso tinha muitas lenhas e assim muitas cobras...daí começou meu pavor, pois até dentro de casa elas entravam. Analisando agora, quanto à Caldeira, me lembrei do gás de amônia (utilizado para o resfriamento) muito tóxico, inclusive uma vez teve vazamento e meu pai se intoxicou, foi buscar um rapaz que havia desmaiado com o forte cheiro e quando ele saiu com o rapaz, quem desmaiou foi ele.  Outro fator ambiental importantíssimo daquela época é que reciclávamos sem mesmo se dar conta. Pois tínhamos um balde no fundo de casa, perto de uma árvore, que jogávamos restos de comida, chamávamos de lavagem e o lavageiro passava diariamente recolhendo pra levar para o sitio onde criava porcos. Também não tinha garrafa pet, pois tomávamos tubaína que o pai comprava de caixa (engradados). Fraldas descartáveis não se usavam no meu irmão, usávamos fralda de pano, pois fraldas descartáveis só usavam quando se ia passear.
Morávamos perto da escola, mas como nossa casa ficava a beira da estrada, acordávamos bem cedo pra ir com o motorista de ônibus buscar as crianças do interior, só pra passear de ônibus rs. Naquela época que não faz muito tempo, os estudos eram rígidos, estudávamos pra prova, respeitávamos o professor e reprovávamos se não tivéssemos capacidade pra série seguinte...ah que saudade! Saudade da autonomia do professor.
Aos 18 anos ingressei na faculdade de Matemática (FAI-Faculdades Adamantinenses Integradas) na cidade vizinha, em Adamantina/SP,  viajando 104 km diariamente (ida e volta). Aos 22 anos me formei e vim morar em Lucas do Rio Verde/MT após ter enviado um curriculum à Secretaria de Educação via e-mail. Em 2008 quando cheguei, lecionei na escola estadual Dom Bosco e na escola municipal Olavo Bilac. Neste mesmo ano conheci meu esposo Flavio, uma paixão avassaladora rs. Em 2009 nos casamos e tivemos uma filha “Sara” que infelizmente faleceu antes de nascer, uma rasteira que o destino nos deu, mas que Deus vem nos cuidando e nos fortalecendo até os dias atuais. No ano de 2012 muitos acontecimentos bons aconteceram. Efetivei no município, conquistamos a casa própria e fomos presenteados com a chegada do Davi, meu filho tanto amado e desejado. Porém em dezembro tivéssemos outra noticia avassaladora, meu estava com Câncer em fase terminal, nossa família ainda se encontra em luto...meu pai sofreu demais e até de falar me emociono.

Enfim, sou apaixonada por essa cidade. Não há comparação com minha cidade, nem mesmo com os cidadãos. Pois em LRV as pessoas têm pensamentos promissores, assim como o andamento da cidade. Nesta cidade, através de cursos comecei a me policiar quanto às questões ambientais e já mudei muitas atitudes, porém posso e devo me conscientizar e mudar ainda mais, pois em um questionário sobre meu estilo de vida, seria necessário 0.9 (quase 1) planeta pra me manter...e olha o tamanho de um planeta, um absurdo não é mesmo?