BIOGRAFIA ECOLÓGICA
Meu nome é Luciani Dias Justino Parron, mas a maioria das pessoas me chama de Lu. Nasci no dia 3 de novembro do ano de 1974, na cidade de Pirapozinho, interior do estado de São Paulo. Morei no sítio do meu avô até os dois anos quando nos mudamos para a cidade, lá permaneci até os vinte anos quando me casei e fui morar na cidade vizinha, Presidente Prudente, há 18 km de distância. Atualmente estou com 39 anos e há três anos moro em Lucas do Rio Verde.
Fiz magistério no CEFAM (Centro específico
de formação para o magistério) e iniciei minha vida profissional como
professora em escola particular no município de Presidente Prudente, após cinco
anos me efetivei na rede municipal como professora de educação infantil onde
permaneci por 14 anos, sendo cinco deles na coordenação de uma creche. Nesse
período tive meu filho mais velho e fiz minha faculdade de pedagogia, seis anos
depois tive o segundo filho período em que fiz minha pós-graduação. Exonerei
meu cargo quando me mudei pra Lucas do Rio Verde e comecei a trabalhar na rede
municipal como contratada e há um ano me efetivei novamente.
Não me recordo da época em que morei
no sítio, pois sai de lá bem pequena, mas na cidade moramos em duas casas a
primeira tinha um quintal enorme e meu pai plantava pés de café entre outras
plantas, na maioria, frutíferas, me lembro de que criávamos animais para
consumo (galinhas, porco) e alguns de estimação (ganso, maritaca e coelho). O
ganso vivia correndo atrás de mim e eu morria de medo dele, tínhamos um balanço
pendurado na árvore e meus irmãos passeavam de bicicleta no quintal. A segunda
casa ficava no centro e já não tínhamos mais tantos animais, porém meu pai
continuava plantando pés de frutas (limão, laranja, poncã) também tinham um pé
de seriguela e dois pés de manga. Minha mãe fez uma horta dentro de uma caixa
d’agua velha, nessa época meus irmãos já trabalhavam e eu brincava com a
vizinhança no quintal e na rua de casa.
A escola que estudei da primeira à
oitava série (Escola Estadual Professor Celestino Martins Padovam) ficava há
dois quarteirões de casa e eu ia a pé para a escola, mas na cidade havia mais
quatro colégios. A escola era cercada de árvores e na entrada tinha um jardim
lindo com flores vermelhas e amarelas, próximo a este espaço hasteávamos a
bandeira uma vez por semana.
Minha mãe nunca trabalhou fora e ela
preparava todo alimento em casa, inclusive pães e queijo. Não tive brinquedos
comprados e as vestimentas eram simples e somente o básico, algumas eram confeccionadas
em casa mesmo. Tínhamos o hábito de comprar o tecido para confeccioná-la.
Nossos muros eram baixos e o contato com vizinhos era diário, ninguém ficava na
tv, preferíamos brincar de elástico, esconde-esconde, mamãe da rua ou
simplesmente bater papo sentados na calçada. Os lixos eram descartados em latas
que o lixeiro devolvia após coletar, e as compras eram embaladas em sacos de
papel.
Com o passar do tempo as casas foram
se modificando, os espaços verdes diminuíram ou simplesmente desapareceram, a
vida moderna, a tecnologia e a
emancipação da mulher contribuíram com o aumento do consumo de alimentos
prontos, eletrodomésticos e energia demasiados. Hoje sabemos da necessidade de
mudanças de hábito para preservação e sustentabilidade do planeta, mudanças
difíceis para todos os que estão acostumados com o conforto e comodidade que a
vida moderna nos proporciona, porém possíveis e reais do ponto de vista futuro
e com consciência do impacto que isto tem nos causado. Portanto se cada um
fizer sua parte e um pouquinho mais podemos diminuir esse impacto negativo em
nossas vidas. Analisando minha pegada ecológica percebo que há muito para mudar
e melhorar, principalmente com relação à alimentação, vou procurar diminuir o
consumo de alimentos prontos e industrializados.
